domingo, 14 de agosto de 2011

Dimensão partida.

      É tão frio...
      Do alto desse penhasco,eu vejo a água bater sem piedade nas pedras lá embaixo.O vento aqui tem como única barreira as arvores negras e secas,já que meu corpo de joelhos é desprezível perante a natureza que me cerca.Então eu me jogo.
      E meu corpo é cortado,infinitos cortes na minha carne.Fruto do cruel impacto com os negros corvos de vidro que me cercam durante a minha queda,que protelam meu encontro com o fim.Será essa a saída?A luz que eu procuro?
      Tolas esperanças de um mortal em desespero....
      Aquilo que deveria ser um escape,se revela a transição do mundo fantasia.Uma outra dose de todos os vícios juntos:Amor,ódio e tudo mais.Pedras e mar se desmontam diante de mim,mostrando o caminho que vou seguir.
     Que mundo é esse onde me encontro?Onde trovões ecoam em uma mistura de brado e lamentação.
      E chove....
      Vejo tantos pessoas sem rostos passando por mim,faces vazias num branco sem fim.E o que me resta além de vagar entre eles?Eu não sei qual é meu papel aqui.Vim pelo caminho que a vida me trouxe e no qual no final a morte me espera.
       E que assim seja,que a jornada forme meu legado.Que é o meu trunfo de imortalidade depois do fim.

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